{"id":251,"date":"2021-06-03T19:55:30","date_gmt":"2021-06-03T22:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/?p=251"},"modified":"2021-06-16T21:48:42","modified_gmt":"2021-06-17T00:48:42","slug":"dependencia-quimica-e-a-familia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/06\/03\/dependencia-quimica-e-a-familia\/","title":{"rendered":"Depend\u00eancia Qu\u00edmica o lugar da Fam\u00edlia"},"content":{"rendered":"\n<p>Na depend\u00eancia qu\u00edmica observa-se o uso abusivo do dependente, mas al\u00e9m do v\u00edcio da subst\u00e2ncia tamb\u00e9m se encontra&nbsp; o v\u00edcio dos familiares em meio a rela\u00e7\u00e3o abusiva que eles mant\u00eam com o adicto. Se nota em meio a esses n\u00facleos familiares, o quanto esses membros queixam desses integrantes problema, como se a solu\u00e7\u00e3o para todos os problemas da fam\u00edlia fosse esse sujeito pausar o v\u00edcio. Em meio \u00e0s lamenta\u00e7\u00f5es projetadas no outro, colocando-se em posi\u00e7\u00f5es de vitimismo, identifica-se um prazer nessa vida que o outro \u00e9 escravo da droga e eu, sou escrava do outro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Bleger (1972), deposita no outro os conte\u00fado que n\u00e3o s\u00e3o aceitos, \u00e9 mais f\u00e1cil queixar  dos defeitos do outro, do que olhar para o seu eu. As pessoas s\u00e3o resistente aos mecanismos do inconsciente, por motivos de terem quest\u00f5es que o sujeito n\u00e3o estar preparado para acess\u00e1-los, projetar no outro \u00e9 como um mecanismo de defesa.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde a \u00e9poca de Freud observa o quanto a sociedade vem mudando, de uma sociedade onde a sexualidade era reprimida, hoje vivenciamos uma sociedade onde tudo pode: casais que se separam, m\u00e3es solteiras, casais homossexuais\u2026 Quest\u00f5es que eram reprimidas em meio a sociedade vivenciada por Freud. A sociedade atual mudou! repara-se no modo de cria\u00e7\u00e3o dos filhos na atualidade, percebe que os genitores t\u00eam medo em castrar seus filhos, se negam em reprimi-los e dizer N\u00c3O. Os pais de hoje tem medo em frustrar as crian\u00e7as, sendo que necessita da frustra\u00e7\u00e3o para o desenvolvimento. Sem a frustra\u00e7\u00e3o ningu\u00e9m cresce. A crian\u00e7a precisa da refer\u00eancia do que \u00e9 certo ou errado, ela n\u00e3o pode tomar decis\u00f5es por ela ou pela fam\u00edlia. Observa o quanto familiares de dependentes qu\u00edmicos t\u00eam dificuldade em negar dinheiro para o dependente investir na droga. E atrav\u00e9s de discursos de usu\u00e1rios abusivos identifica-se a dificuldade que esse sujeito tem em lidar com o n\u00e3o por motivos de nunca ter lidado com a palavra N\u00c3O.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente num n\u00facleo familiar deparamos com os dois genitores tendo que deixar os filhos sozinhos para poder trabalhar, pode associar essa abund\u00e2ncia de sim e o medo do n\u00e3o, como forma de tapar o vazio deixado pela necessidade de ter que sair para buscar o sustento. Como se esses pais se culparem pela falta que fazem e substituem essa falta com objetos de prazer para o filho.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Stanto, Heath (1997), os dependentes qu\u00edmicos s\u00e3o extremamente ligados \u00e0 fam\u00edlia, atrav\u00e9s de um estudo em Nova York detectaram que 90% dos usu\u00e1rios com 22 anos moram com os pais, frisando que \u00e9 muito normal morar com os genitores em algumas culturas. Mas a fam\u00edlia \u00e9 muito importante para o tratamento de dependentes qu\u00edmicos, eles s\u00e3o uma fonte de ajuda.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conviver com dependente qu\u00edmico \u00e9 bastante prejudicial para a sa\u00fade mental e pode prejudicar qualquer membro em qualquer est\u00e1gio da vida, esses familiares se sentem inseguros com rela\u00e7\u00e3o a confian\u00e7a depositada no sujeito problema. O diagn\u00f3stico para essa patologia que afeta os familiares \u00e9 a co-depend\u00eancia&nbsp; por esse motivo que o tratamento da depend\u00eancia qu\u00edmica n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 para o dependente, familiares tamb\u00e9m necessitam de acompanhamento psicol\u00f3gico, psiqui\u00e1trico e grupos de apoio.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo jhonson, jhonson (1999), familiares que procuram ajudas profissionais para lidar com a co-depend\u00eancia, acabam impedindo novos casos de integrantes dependentes qu\u00edmicos e durante o tratamento observa-se o quanto as fam\u00edlias conseguem lidar um pouco melhor com o usu\u00e1rio e essa nova forma de abordar esse sujeito acaba tamb\u00e9m gerando benef\u00edcios para o adicto.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Lyon, Greenberg (1991), pesquisas detectaram que mulheres que se relacionam com homens dependentes qu\u00edmicos e exploradores, foram filhas de pai com as mesmas caracter\u00edsticas do companheiro. Observa-se que companheiros com essas caracter\u00edsticas s\u00e3o pobres de afetos e carinho, essas mulheres acabam carentes, tornando-se cuidadoras desses sujeitos, sendo que em seus discurso queixam dessa falta e car\u00eancia. Foi usado como exemplo a mulher, mas a co-depend\u00eancia pode afetar os dois lados, como a depend\u00eancia qu\u00edmica pode ocorrer com uma mulher.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Conclu\u00edmos que no tratamento para depend\u00eancia qu\u00edmica, n\u00e3o depende somente do dependente qu\u00edmico e sim de todo o seu n\u00facleo familiar, por conta do transtorno acabar afetando todos que convivem com o sujeito dependente. A codepend\u00eancia \u00e9 o desejo de controlar o outro, uma perda da autoestima e um foco incontrol\u00e1vel na necessidade do outro. Essa necessidade intensa de cuidar do sujeito problema, acaba n\u00e3o contribuindo com a independ\u00eancia e o amadurecimento do outro. \u00c9 importante que familiares de dependentes qu\u00edmicos tamb\u00e9m estejam em tratamento, por motivos de o tratamento do dependente tamb\u00e9m necessitar que a fam\u00edlia esteja em acompanhamento psicol\u00f3gico, para poder lidar com suas quest\u00f5es inconscientes.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Refer\u00eancias:<\/p>\n\n\n\n<p>Jhonson p.b jhonson h.l. cultural and family influences that maintain the negative meaning of alcohol, journal of study of alcohol, v.13&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>lyon greenberg co.dependency has arrived. focus on the family and chemical dependency.<\/p>\n\n\n\n<p>bleger, j. simbiose e ambiguidade. rio de janeiro, ed. imago, 1973.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>stanton, m. d; heath a.w. family and marital therapy. in lowinson, j. substance abuse. a comprehensive textbook.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na depend\u00eancia qu\u00edmica observa-se o uso abusivo do dependente, mas al\u00e9m do v\u00edcio da subst\u00e2ncia tamb\u00e9m se encontra&nbsp; o v\u00edcio dos familiares em meio a rela\u00e7\u00e3o abusiva que eles mant\u00eam com o adicto. 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