{"id":263,"date":"2021-08-31T22:53:38","date_gmt":"2021-09-01T01:53:38","guid":{"rendered":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/?p=263"},"modified":"2021-08-31T22:55:28","modified_gmt":"2021-09-01T01:55:28","slug":"a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/","title":{"rendered":"A DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA ATRAV\u00c9S DO VI\u00c9S DA TEORIA PSICANAL\u00cdTICA"},"content":{"rendered":"\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1 Objetivos<\/h2>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1.1<\/strong>&nbsp; <strong>Objetivo geral<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Apresentar atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, o modelo psicodin\u00e2mico da depend\u00eancia qu\u00edmica.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>1.2<\/strong>&nbsp; <strong>&nbsp;objetivo espec\u00edfico<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Descrever o conceito de depend\u00eancia qu\u00edmica e seus crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos e psicodin\u00e2micos de um dependente qu\u00edmico.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Analisando fatores ps\u00edquicos atrav\u00e9s do vi\u00e9s da teoria psicanal\u00edtica.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA ATRAV\u00c9S DO VI\u00c9S DA TEORIA PSICANAL\u00cdTICA<\/strong>&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Hellen da Silva Pereira&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>RESUMO:<\/strong> O presente artigo tem como objetivo apresentar, atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, os principais fatores psicol\u00f3gicos envolvidos na depend\u00eancia da subst\u00e2ncia qu\u00edmica, utilizando como fundamenta\u00e7\u00e3o te\u00f3rica alguns dos principais conceitos freudianos e o conceito de Gozo em Lacan, como tamb\u00e9m crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos presentes no DSM-V. O estudo desenvolvido, que tem como objeto de an\u00e1lise bibliogr\u00e1fica da psicodin\u00e2mica de usu\u00e1rios abusivos de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, atrav\u00e9s da teoria psicanal\u00edtica.<em>&nbsp;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavra chave: <\/strong>psican\u00e1lise, depend\u00eancia qu\u00edmica, gozo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">1 INTRODU\u00c7\u00c3O&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O tema depend\u00eancia qu\u00edmica \u00e9 bastante discutido em meio a sociedade, sendo considerado um problema de sa\u00fade p\u00fablica por ser uma doen\u00e7a sem cura, progressiva, podendo levar o dependente abusivo ao falecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;Segundo Schnorreber (2003), h\u00e1 um questionamento do porqu\u00ea do usu\u00e1rio abusivo ir em busca da subst\u00e2ncia que o prejudica sua sa\u00fade org\u00e2nica, psicol\u00f3gica e social.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Schneider (2010), a sociedade coloca muita \u00eanfase na tem\u00e1tica da subst\u00e2ncia, mas \u00e9 muito importante profissional social e acad\u00eamico, estudarem os processos psicol\u00f3gicos que levam o usu\u00e1rio na busca abusiva pela droga com o objetivo da obten\u00e7\u00e3o de prazer. O estudo sobre o tema tem como objetivo o aux\u00edlio na recupera\u00e7\u00e3o de dependentes qu\u00edmicos e desenvolvimento de programas de preven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Este artigo tem como objetivo apresentar atrav\u00e9s da teoria psicanal\u00edtica a din\u00e2mica ps\u00edquica envolvida na obten\u00e7\u00e3o de prazer do sujeito usu\u00e1rio abusivo da subst\u00e2ncia qu\u00edmica, atrav\u00e9s de um estudo bibliogr\u00e1fico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na primeira sess\u00e3o do artigo, \u00e9 apresentado o conceito de depend\u00eancia qu\u00edmica e seus crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos de acordo com o DSM-V e CID-10, na sequ\u00eancia, os conceitos psicanal\u00edticos que servir\u00e3o para mostrar a psicodin\u00e2mica de um dependente qu\u00edmico.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">2.1 Depend\u00eancia qu\u00edmica&nbsp;&nbsp;<\/h2>\n\n\n\n<p>O Transtorno Depend\u00eancia Qu\u00edmica \u00e9 considerado um problema biopsicossocial, por sua afeta\u00e7\u00e3o abranger desde o organismo, psique e o contexto social onde o usu\u00e1rio est\u00e1 inserido. O diagn\u00f3stico \u00e9 realizado atrav\u00e9s da Classifica\u00e7\u00e3o Internacional de Doen\u00e7a (CID 10) e o Diagn\u00f3stico Est\u00e1tico de Transtornos Mentais (DSM V), eles apresentam o crit\u00e9rio necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>A droga ao ser consumida pelo indiv\u00edduo proporciona um prazer mental vener\u00e1vel.&nbsp; Segundo Louren\u00e7o (2011) na rela\u00e7\u00e3o que o sujeito tem com a subst\u00e2ncia encontramos uma montanha de sentimentos como irritabilidades, estresses, car\u00eancia afetiva, frustra\u00e7\u00f5es que levam o sujeito a fazer usos abusivos com o objetivos de aliviar esse sentimento que gera uma ang\u00fastia.<\/p>\n\n\n\n<p>Ansiedade \u00e9 muito frequente em usu\u00e1rios abusivos de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, ela \u00e9 um espelho para as respostas inadequadas de enfrentamento do dependentes aos seus est\u00edmulos di\u00e1rios, o indiv\u00edduo n\u00e3o tendo controle do seu grande desejo de uso, acaba o levando a uma desorganiza\u00e7\u00e3o a sua rotina. (LEMES, NASCIMENTO, ROCHA, ALMEIDA, VOLPATO, LUIS, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo DSM-V (2014), o uso abusivo de subst\u00e2ncias psicoativas pode levar a uma altera\u00e7\u00e3o nos circuitos cerebrais que acabam persistindo ap\u00f3s o processo de desintoxica\u00e7\u00e3o, essa altera\u00e7\u00e3o acarreta fissuras e o desejo frequente pela droga de prefer\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Louren\u00e7o (2011), n\u00e3o sabemos o porqu\u00ea a humanidade faz uso abusivo de determinadas subst\u00e2ncias, mas temos o conhecimento dos motivos que levam esse sujeito ao uso compulsivo.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Freud (1930-1936) a droga flui na mente do sujeito, gerando mudan\u00e7as na sua qu\u00edmica, assim levando o usu\u00e1rio a uma fuga de seu externo e interno, que \u00e9 oriundo de todo o seu contexto social onde agrega ang\u00fastia ao sujeito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.1<\/strong><strong> <\/strong><strong>Fuga do externo e interno<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A droga opera na vida do sujeito como objeto de desejo, prazer ou at\u00e9 gozo e cada usu\u00e1rio tem a sua forma de se relacionar com a subst\u00e2ncia qu\u00edmica. O objeto droga no decorrer do processo anal\u00edtico acaba perdendo a import\u00e2ncia e ele acaba focando no prazer que ela ocasiona. Os dependentes qu\u00edmicos acabam tendo uma rela\u00e7\u00e3o conflituosa com o seu objeto gozo que \u00e9 a droga (GIANESI, 2005).<\/p>\n\n\n\n<p>O uso abusivo do objeto droga tem como objetivos atingir o gozo f\u00e1lico e obtendo uma fuga do interno e externo.&nbsp; Fugir do interno \u00e9 fugir do EU, que s\u00e3o as suas viv\u00eancias da inf\u00e2ncia que foram recalcadas para o inconsciente. O externo s\u00e3o quest\u00f5es que est\u00e3o no real, presente no cotidiano do sujeito como exemplos: dificuldades familiares, dificuldades no ambiente de trabalho, dificuldades de relacionamentos interpessoais. S\u00e3o quest\u00f5es que levam o sujeito a querer fugir de seu externo atrav\u00e9s do objeto qu\u00edmico (FREUD, 1930\/1936).<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;\u00c9 desse modo, ent\u00e3o, que o Eu se desliga do mundo externo. Ou, mais corretamente: no in\u00edcio o Eu abarca tudo, depois separa de si um mundo externo. Nosso atual sentimento do Eu \u00e9, portanto, apenas vest\u00edgios atrofiados de um sentimento muito mais abrangente \u2013 sim, todo abrangente -, que correspondia a uma mais \u00edntima liga\u00e7\u00e3o do Eu com o mundo em torno. Se \u00e9 l\u00edcito supormos que esse prim\u00e1rio sentimento do Eu foi conservado na vida ps\u00edquica de muitos homens \u2013 em medidas maior ou menor -, ent\u00e3o ele ficaria ao lado do mais estreito e mais nitidamente limitados sentimentos do Eu da \u00e9poca madura, como uma esp\u00e9cie de contraparte dele, e seus conte\u00fados ideativos seriam justamente os da aus\u00eancia de limites e da liga\u00e7\u00e3o com o todo, os mesmos que meu amigo ilustra o sentimento \u201coce\u00e2nico\u201d. Mas temos o direito de supor a sobreviv\u00eancia do que \u00e9 original junto ao que vem depois, que se originou dele? (FREUD, 1930\/1936 p.11).<\/p>\n\n\n\n<p>Para Freud (1930 -1936) o que o ser humano tem como felicidade \u00e9 na verdade uma satisfa\u00e7\u00e3o e pode comparar isso com o efeito do qu\u00edmico, o usu\u00e1rio deseja tanto aquela subst\u00e2ncia em seu princ\u00edpio de prazer mas o resultado p\u00f4s uso \u00e9 s\u00f3 uma mera satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Gomes (2010) a formula\u00e7\u00e3o do aparelho ps\u00edquico \u00e9 regida pelo princ\u00edpio de prazer e os acontecimentos do decorrer da inf\u00e2ncia se contrap\u00f5em no princ\u00edpio de prazer, como a compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o. O sujeito pode encontrar na sua compuls\u00e3o de uso da droga repeti\u00e7\u00f5es de fatos dolorosos que ocorreram no seu passado infantil que foram recalcados pelo inconsciente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.1&nbsp; Princ\u00edpio de prazer<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os eventos mentais s\u00e3o movimentos causados pelos indiv\u00edduos sem a inten\u00e7\u00e3o do mesmo, por motivos de serem ocasionados consciente ou inconsciente, esses eventos mentais s\u00e3o controlados pelo princ\u00edpio de prazer. Significando que entram em movimentos atrav\u00e9s de momentos desagrad\u00e1veis do sujeito, tendo como exemplo o sujeito usu\u00e1rio, se ele est\u00e1 com uma tens\u00e3o angustiante, o seu movimento \u00e9 a busca do objeto droga com a inten\u00e7\u00e3o de evitar seu desprazer, gerando uma produ\u00e7\u00e3o de prazer atrav\u00e9s do efeito do uso (FREUD, 1920\/1922).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Freud (1920\/1922), o princ\u00edpio de prazer \u00e9 um instinto sexual que tem como objetivo uma preserva\u00e7\u00e3o do organismo de quest\u00f5es que est\u00e3o no externo. Mas ele acaba se tornando ineficaz e perigoso para o indiv\u00edduo. Pode-se exemplificar a vida de um usu\u00e1rio de Crack, que passa a significar a subst\u00e2ncia como uma harmoniza\u00e7\u00e3o de suas ang\u00fastias, passando a viver a repeti\u00e7\u00e3o do uso compulsivo. Por ser um m\u00e9todo de instinto sexual, ele apresenta grandes dificuldades na reeduca\u00e7\u00e3o. Segundo o mesmo autor, por uma preserva\u00e7\u00e3o do ego o princ\u00edpio de prazer \u00e9 substitu\u00eddo pelo princ\u00edpio de realidade, assim ocorre uma matura\u00e7\u00e3o e o indiv\u00edduo ir\u00e1 aprender a lidar com o conte\u00fado recalcado no inconsciente que s\u00e3o as suas ang\u00fastias.<\/p>\n\n\n\n<p>Pode-se pensar na rea\u00e7\u00e3o que a droga gera no organismo do dependente como a exemplifica\u00e7\u00e3o que o autor supracitado faz ao relacionar prazer e desprazer. O desprazer ele reage no organismo do sujeito com uma forte excita\u00e7\u00e3o e o prazer ele ir\u00e1 ocasionar uma diminui\u00e7\u00e3o nesse desprazer. Relaciona o prazer com o momento que a droga entra em contato com o organismo do usu\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo (2015), o desejo se funda na perda de um objeto, o que leva o sujeito deseja-te numa busca cont\u00ednua desse objeto, que quando se torna perdido estabelece uma falta no indiv\u00edduo. Pode-se considerar a droga como um objeto de desejo para o usu\u00e1rio, esse objeto gera uma insatisfa\u00e7\u00e3o para o indiv\u00edduo, causando din\u00e2mica de busca cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.2<\/strong> <strong>Objeto de desejo.<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Kuss (2015), n\u00e3o h\u00e1 falta sem desejo, por motivos de desejar se originar de uma falta. Todo o desejo dele \u00e9 sexual, por raz\u00f5es de ele estar direcionado para um outro e a falta dela est\u00e1 nesse grande outro. Pode-se comparar essa rela\u00e7\u00e3o de falta que o sujeito tem com esse grande outro, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 droga. O usu\u00e1rio tem uma rela\u00e7\u00e3o sexual, com o seu objeto desejo a subst\u00e2ncia qu\u00edmica, onde gera uma satisfa\u00e7\u00e3o no sujeito e o colocando num sentimento de falta e perda.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Massota (1930\/1979), o objeto de desejo para o outro ele pode ser um trapo fedido, e esse produto estragado, mau cheiroso e sem signific\u00e2ncia ele pode gerar um prazer no indiv\u00edduo, dando origem a um orgasmo. Estudos comprovam que o efeito da subst\u00e2ncia Crack \u00e9 comparado a um orgasmo. O crack \u00e9 uma das subst\u00e2ncias que geram o efeito da procura constante pelo prazer que \u00e9 nomeado por muitos como fissuras. (CARLINI, NAPPO, GALDUR\u00d3Z, NOTO 2001).<\/p>\n\n\n\n<p>Para kuss (2015), o objeto de desejo que \u00e9 t\u00e3o procurado pelo o sujeito, ele n\u00e3o existe e nunca existiu. Ele est\u00e1 sempre na procura de substituto, encontrando o vazio de objeto em objeto e jamais encontra a satisfa\u00e7\u00e3o. \u00c9 comum observar a insatisfa\u00e7\u00e3o em usu\u00e1rios de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas. Observa-se a insatisfa\u00e7\u00e3o na fissura que o usu\u00e1rio sente, ocasionando uma busca constante pela subst\u00e2ncia com o objetivo de uma completude. Mas o objeto droga nunca completa o dependente sempre acaba deixando aquela falta, h\u00e1 incompletude.<\/p>\n\n\n\n<p>Encontrar o objeto \u00e9 uma busca que se faz ao objeto perdido. Esse encontro se faz uma representa\u00e7\u00e3o do primeiro encontro que a crian\u00e7a tem com o seio da m\u00e3e, onde a crian\u00e7a se encontra naquele choro ao nascer e a m\u00e3e vem com aquele seio como um grande outro e a satisfaz. \u00c9 o seio que toma a posi\u00e7\u00e3o de objeto perdido, a busca constante do usu\u00e1rio pelo objeto de desejo droga, pode se considerar uma busca pela nostalgia do seio materno. (KUSS, 2015)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Massota (1930\/1979), o real \u00e9 algo t\u00e3o cheio, que ap\u00f3s comemos ele todo, sentimos a presen\u00e7a do vazio. H\u00e1 rela\u00e7\u00e3o com o usu\u00e1rio, quando ele compra uma grande quantia de droga e consome numa noite e ap\u00f3s o consumo veem a sensa\u00e7\u00e3o novamente do vazio colocando o sujeito na posi\u00e7\u00e3o de incompleto.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a autora Kuss (2015), o objeto \u00e9 representado por um grande vazio, pelo motivo de n\u00e3o existir algo que o complete na realidade. Cada sujeito ir\u00e1 encontrar o seu substituto para seu objeto perdido em sua hist\u00f3ria, atrav\u00e9s de sua escolha libidinal. Isso significa que h\u00e1 pessoas que ir\u00e3o fazer sua escolha de objeto de desejo atrav\u00e9s das subst\u00e2ncias qu\u00edmicas.<\/p>\n\n\n\n<p>Para kuss (2015), a fantasia sustenta a exist\u00eancia do desejo. \u201cA fantasia \u00e9 a sustenta\u00e7\u00e3o do desejo, n\u00e3o \u00e9 o objeto que \u00e9 a sustenta\u00e7\u00e3o do desejo. \u201d (apud Lacan, 1964\/ 1988, p.175). A fantasia vai dar permiss\u00e3o para que o sujeito se mantenha desejando pelo objeto droga. Assim, ou o objeto droga \u00e9 uma fantasia que sustenta esse desejo de consumo pela subst\u00e2ncia, ou simplesmente est\u00e1 enganando esse sujeito.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.3<\/strong>&nbsp; <strong>Fantasia<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Na cl\u00ednica psicanal\u00edtica, observa-se em meio ao discurso de usu\u00e1rios de subst\u00e2ncia qu\u00edmica seus sonhos de consuma\u00e7\u00e3o do objeto droga, para kuss (2015), a realiza\u00e7\u00e3o de um desejo acontece atrav\u00e9s de uma alucina\u00e7\u00e3o, por via dos sonhos, isso significa que ele est\u00e1 submetido ao princ\u00edpio de prazer, o que leva a uma possibilidade do amor estar ligado a fantasia (SOARES, 2015).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo kuss (2015), \u201c para Freud, a fantasia anuncia a presen\u00e7a de um desejo; \u00e9 a montagem que encena um desejo. Lacan avan\u00e7a nesse conceito enfatizando uma outra fun\u00e7\u00e3o da fantasia para o sujeito, que \u00e9 a da constitui\u00e7\u00e3o do seu desejo. (Apud Zalcberg, 2008, p.92). Na psican\u00e1lise a fantasia apresenta um grande valor, pelo motivo de estar sendo imposto o desejo do sujeito. Um sujeito usu\u00e1rio de droga quando h\u00e1 manifesta em seu sonho, ele est\u00e1 constituindo aquele desejo de consumo, e o colocando o objeto droga encena como forma de desejo.<\/p>\n\n\n\n<p>A fantasia tem o poder de constituir o real e assim dando um sentido para ele, que para o sujeito a realidade apresenta n\u00e3o ter sentido algum. Pode considerar essa quest\u00e3o com o usu\u00e1rio, que faz uso do objeto droga como uma forma de reconstituir a sua realidade, que a sua vida n\u00e3o apresenta de forma alguma um sentido. (KUSS, 2015)<\/p>\n\n\n\n<p>A fantasia ela ir\u00e1 remeter h\u00e1 falta do desejo, dando sustentabilidade a esse desejo de forma ilus\u00f3ria, para Kuss (2015), \u201cse por um lado o desejo n\u00e3o tem objeto, por outro lado \u00e9 a fantasia que d\u00e1 suporte ao desejo, quando o fixa em uma rela\u00e7\u00e3o que tem algo de est\u00e1vel com o objeto. A esse lugar que permite ao sujeito se fixar como desejo, Lacan deu nome \u00e0 fantasia fundamental\u201d. (Apud Lacan, 1960\/61, p. 1964).<\/p>\n\n\n\n<p>O amor \u00e9 o reencontro com o objeto perdido, aquele objeto que nunca existiu. A fantasia ter\u00e1 rela\u00e7\u00e3o com a nostalgia da primeira satisfa\u00e7\u00e3o, pode considerar esse objeto inexistente e t\u00e3o desejado com o seio materno. O ato de consumo do objeto droga \u00e9 o ato de evocar a lembran\u00e7a da amamenta\u00e7\u00e3o e a fantasia que ir\u00e1 remeter a essa lembran\u00e7a. (KUSS, 2015)<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da fantasia durante o consumo da subst\u00e2ncia de desejo o sujeito ir\u00e1 recuperar a sua satisfa\u00e7\u00e3o que foi perdida. A fantasia ser\u00e1 um anteparo para o sujeito lidar com o seu mau estar, e assim tentar encaixar o seu gozo. (KUSS,2015)<\/p>\n\n\n\n<p>&nbsp;<strong>2.4<\/strong> <strong>Conceito de gozo psicanal\u00edtico lacaniano<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo kuss (2015), gozo \u00e9 um conceito lacaniano que tem como objetivo remeter a no\u00e7\u00e3o de (usufruto) que d\u00e1 o significado de desfrutar de um objeto que tem apropria\u00e7\u00e3o, no uso de subst\u00e2ncias, h\u00e1 uma destrui\u00e7\u00e3o do qu\u00edmico. Segundo Lacan (1972\/73), usufruto d\u00e1 o direito de gozar do objeto, mas n\u00e3o podemos comprometer. Quanto ao uso dos l\u00edcitos e il\u00edcitos, h\u00e1 uma oportunidade de uso recreativo, mas h\u00e1 usu\u00e1rios que se comprometem a abusar da subst\u00e2ncia.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ribeiro (2009), h\u00e1 tr\u00eas modalidades de gozo: gozo f\u00e1lico, gozo do outro e o gozo do sentido. Para Quinet (2012), o gozo f\u00e1lico e o gozo do outro s\u00e3o uma escolha do objeto sexual, sendo hetero ou homo. No uso de subst\u00e2ncia qu\u00edmica, o sujeito tem como um objetivo chegar a um gozo semelhante ao sexual.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo kuss (2015) o gozo ser\u00e1 sempre uma parte da puls\u00e3o que encontrar\u00e1 satisfa\u00e7\u00e3o, associando as drogas o usu\u00e1rio encontra no seu objeto de desejo um prazer, um estado de satisfeito.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ribeiro (2009), durante o efeito da subst\u00e2ncia o usu\u00e1rio tem o poder de romper o gozo f\u00e1lico e se situar ao gozo do outro ou no gozo do sentido, que s\u00e3o as satisfa\u00e7\u00f5es experimentadas nos sintomas. Durante o efeito da subst\u00e2ncia o sujeito tem a sensa\u00e7\u00e3o de estar liberto das normas impostas pela sociedade, quest\u00f5es de vulnerabilidade, ang\u00fastias e sofrimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Kuss (2015), quando aquele beb\u00ea se torna sujeito a sua entrada na linguagem inaugurando a falta, ocorrendo por motivos de haver uma perda no n\u00edvel de gozo. Nos primeiros tempos de vida ocorre a castra\u00e7\u00e3o dos primeiros gozos do beb\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p>Serretti (2012), O usu\u00e1rio de drogas busca o prazer prim\u00e1rio no objeto de desejo, a subst\u00e2ncia. Quando encontrado, ele acaba retornando a fase do narcisismo prim\u00e1rio, remetendo-se ao sujeito quando teve pela primeira vez uma sensa\u00e7\u00e3o de prazer, que foi estabelecida junto \u00e0 m\u00e3e, pois quando beb\u00eas, as pessoas n\u00e3o t\u00eam uma delimita\u00e7\u00e3o com o EU, o ego ainda n\u00e3o obteve uma forma\u00e7\u00e3o, o sujeito tinha uma rela\u00e7\u00e3o funcional com a m\u00e3e simb\u00f3lica, e foi por esse per\u00edodo que ocorre uma primeira sensa\u00e7\u00e3o de prazer, no seu contato com a m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.5<\/strong> <strong>Narcisismo<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo kuss (2015), o narcisismo \u00e9 inspirado no mito grego, Narciso que \u00e9 um jovem muito belo que ocorria um desamor. Um s\u00e1bio fez uma profecia onde ele vivera sem contemplar sua pr\u00f3pria imagem. Ninfa, uma deusa desiludida pela recusa do amor de Narciso, morre. Nemesi, considerada a Deusa da vingan\u00e7a, responsabiliza Narciso pela morte de Ninfa e o amaldi\u00e7oa punindo fazendo o matar sua sede, contemplando sua imagem no lago ao deparar-se com sua beleza se enamora e vem a falecer.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Freud (1914\/1996), a palavra Narcisismo foi introduzida para referir o sujeito que trata o seu pr\u00f3prio corpo como um objeto sexual \u00e9 tratado, com car\u00edcias, olhares e afagos com objetivo de obter uma satisfa\u00e7\u00e3o. Segundo kuss (2015), no amor narc\u00edsico a libido se direciona para o pr\u00f3prio eu, e quando h\u00e1 uma escolha objetal, esse objeto \u00e9 escolhido como o ideal narc\u00edsico, associa-se o objeto droga como o objeto ideal narc\u00edsico, onde o sujeito ir\u00e1 investir toda sua libido visando o restabelecimento do amor infantil.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Freud (1914\/96), o sujeito projeta em si o seu ideal que \u00e9 um substituto do seu narcisismo perdido na inf\u00e2ncia, no per\u00edodo que ele era o seu pr\u00f3prio ideal. O amor dos pais com os filhos \u00e9 um amor narc\u00edsico, \u00e9 esse amor que falta na fase adulta, levando o sujeito numa busca constante.<\/p>\n\n\n\n<p>Ara\u00fajo (2010) afirma que havia uma dificuldade para Freud em admitir a exist\u00eancia de um narcisismo prim\u00e1rio, pois deveria haver um conceito para o narcisismo secund\u00e1rio. Segundo o mesmo autor, o narcisismo prim\u00e1rio \u00e9 o primeiro contato do bebe com o amor. No percorrer de seu desenvolvimento e no contato com o real a crian\u00e7a se d\u00e1 conta que n\u00e3o \u00e9 tudo para sua m\u00e3e e que seus interesses s\u00e3o outros, seu objetivo passar\u00e1 a ser o amor pelo outro, dessa forma ela passar\u00e1 a entrar no segundo est\u00e1gio do narcisismo o narcisismo secund\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Terrazas (2002), as escolhas objetais do sujeito s\u00e3o projetadas na compuls\u00e3o pela subst\u00e2ncia qu\u00edmica que est\u00e1 associada \u00e0 puls\u00e3o de morte, identificadas como compuls\u00e3o \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>2.6<\/strong> <strong>Puls\u00e3o de morte<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Serretti (2012), a puls\u00e3o de morte est\u00e1 presente no uso abusivo de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas, sendo respons\u00e1vel pela compuls\u00e3o e a repeti\u00e7\u00e3o, numa tentativa de reconstru\u00e7\u00e3o de seu narcisismo prim\u00e1rio, que foi seu primeiro momento de prazer nos primeiros anos de vida, o seio materno.<\/p>\n\n\n\n<p>A puls\u00e3o de morte \u00e9 definida como aquilo que leva o sujeito \u00e0 autodestrui\u00e7\u00e3o, e \u00e0 auto agressividade, operada de forma aut\u00f4noma em que a \u00fanica satisfa\u00e7\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 inserida no objeto, mas sim no ato, sendo este objeto h\u00edbrido, no qual \u00e9 o dom\u00ednio de um sofrimento juntamente do desejo de n\u00e3o querer mais sofrer e desejar, fazendo-se assim com que o sujeito e a puls\u00e3o sejam capturados pelo objeto que \u00e9 a subst\u00e2ncia qu\u00edmica (SERRETTI, 2012). \u201cO toxic\u00f4mano ele elegeu um objeto narc\u00edsico a fim de funcionar \u201cautisticamente\u201d, autoeroticamente, transformando seu pr\u00f3prio corpo \u201cdopado\u201d na solu\u00e7\u00e3o para seus conflitos ps\u00edquicos, e negar a exist\u00eancia do inconsciente\u201d (SERRETTI, 2012, p. 54).<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o autor supracitado, a droga \u00e9 desfrutada pelo usu\u00e1rio com objetivo de fornecer um prazer e uma liberdade, com o passar do uso a tal liberdade passa a se torna uma pris\u00e3o, onde o sujeito n\u00e3o consegue libertar do uso abusivo e compulsivo (SERRETTI, 2012).<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">&nbsp;<strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>A felicidade em meio a contexto social \u00e9 algo muito valorizado O uso abusivo de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas \u00e9 utilizado como um meio de obter uma felicidade instant\u00e2nea fazendo com que o sujeito reserve sua economia libidinal, obtendo n\u00e3o apenas o ganho de prazer, mas uma certa independ\u00eancia do mundo externo. (FREUD, 1939\/2011)<\/p>\n\n\n\n<p>Por meio da abordagem psicanal\u00edtica foi analisada a psicodin\u00e2mica que o sujeito realiza na busca pelo prazer, atrav\u00e9s do uso abusivo de drogas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na composi\u00e7\u00e3o deste artigo, no processo de pesquisa foi poss\u00edvel compreender os conceitos psicanal\u00edticos atrav\u00e9s da tem\u00e1tica apresentada. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel concluir que todos esses fatores ps\u00edquicos s\u00e3o ocorrentes em todos os sujeitos droga ditos, para a conclus\u00e3o h\u00e1 a necessidade de uma pesquisa a campo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 de grande valia essa pesquisa do estudo referente a esta tem\u00e1tica, ao qual se encontra cada vez mais presente em meio \u00e0 sociedade, trazendo problemas de ordem f\u00edsicos, ps\u00edquicos e sociais aos sujeitos, tanto dependentes quanto a sociedade como um todo, as quais acabam resultando em maiores \u00edndices de marginalidades, e mortes, sendo necess\u00e1ria maior compreens\u00e3o para que se possa posteriormente trabalhar de forma eficaz nos tratamentos da depend\u00eancia qu\u00edmica, bem como programas de preven\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Refer\u00eancias&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION<strong>. DSM-5: Manual diagn\u00f3stico e estat\u00edstico de transtornos mentais.<\/strong> Porto Alegre: Artmed, 2014.<\/p>\n\n\n\n<p>ARAUJO, Maria das Gra\u00e7as.<strong> Considera\u00e7\u00f5es Sobre o Narcisismo. Estudos em Psican\u00e1lise<\/strong>, Aracaju, n. 34, p. 79-82, dez.2010. Dispon\u00edvel em: Acesso em: 01 set. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>CARLINE, E.; NAPPO, S.; GALDUROZ, J.C; NOTO, A.R;. <strong>Drogas psicotr\u00f3picas \u2013 oque s\u00e3o e como agem.<\/strong> S\u00e3o Paulo. Revista IMESC n\u00ba 03. 2001. Dispon\u00edvel em:<a href=\"http:\/\/www.gruponitro.com.br\/atendimento-a-profissionais\/%23\/pdfs\/artigos\/multidisciplinares\/efeito_das_drogas_psicotropicas_no_snc.pdf\">http:\/\/www.gruponitro.com.br\/atendimento-a-profissionais\/%23\/pdfs\/artigos\/multidisciplinares\/efeito_das_drogas_psicotropicas_no_snc.pdf<\/a>. Acesso em: 27 de maio 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FREUD, Sigmund (1939). <strong>O Mal-Estar Na Civiliza\u00e7\u00e3o<\/strong>. S\u00e3o Paulo: PenguinClassics Companhia das letras, 2011. 21 v.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FREUD, Sigmund (1920).<strong> Al\u00e9m do Principio de Prazer, Psicologia de Grupos e Outros Trabalhos.<\/strong> Rio de Janeiro: Imago, 1996. 18 v.&nbsp; FREUD, Sigmund (1920). Al\u00e9m do Principio de Prazer, Psicologia de Grupos e Outros Trabalhos. Rio de Janeiro: Imago, 1996. 18 v.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>FREUD, Sigmund (1914). <strong>Sobre o narcisismo: uma introdu\u00e7\u00e3o.<\/strong> Rio de Janeiro: Imago, 1996. 14 v.<\/p>\n\n\n\n<p>GOMES, K. V. <strong>A Depend\u00eancia Qu\u00edmica em Mulheres<\/strong>: figura\u00e7\u00f5es de um sintoma partilhado. Tese apresentada ao Instituto de Psicologia da Universidade de S\u00e3o Paulo para obten\u00e7\u00e3o do t\u00edtulo de Doutor em Psicologia. Dispon\u00edvel em:<a href=\"https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/47\/47134\/tde-10112010-082915\/publico\/varela_do.pdf\"> https:\/\/teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/47\/47134\/tde-10112010-082915\/publico\/varela_do.pdf<\/a>. Acesso em: 14 maio de 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>KUSS, Ana Suy (2015).<strong> Amor, desejo e psican\u00e1lise.<\/strong> Curitiba. Juru\u00e1.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lacorte Gianesi, Ana Paula. <strong>A toxicomania e o sujeito da psican\u00e1lise<\/strong> Psych\u00ea, vol. IX, n\u00fam. 15, janeiro-junho, 2005, pp. 125-138 Universidade S\u00e3o Marcos S\u00e3o Paulo, Brasil. Disponivel em:<a href=\"https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/307\/30715909.pdf\"> https:\/\/www.redalyc.org\/pdf\/307\/30715909.pdf<\/a>. Acesso em: 14 maio de 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>LEMES, A.; NASCIMENTO, V.; ROCHA, E.; ALMEIDA, M.A.; VOLPATO, R.; <strong>Terapia comunit\u00e1ria como cuidado complementar a usu\u00e1rios de drogasse suas contribui\u00e7\u00f5es sobre a ansiedade e a depress\u00e3o<\/strong>. Esc Anna Nery vol. 24 no.3 Rio de Janeiro 2020. Dispon\u00edvel: &lt;<a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-81452020000300208&amp;lang=pt\">https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-81452020000300208&amp;lang=pt<\/a>. &gt; Acesso em: 13 de Maio. 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Lacan, J. (1972\/73). <strong>O semin\u00e1rio<\/strong>, livro 20: mais ainda. Rio de janeiro: Jorge zahar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Massota, Oscar, 1930-1979. <strong>\u201cO comprovante da falta\u201d<\/strong>: li\u00e7\u00f5es de introdu\u00e7\u00e3o a psicanalise\/ Oscar Massota; [tradu\u00e7\u00e3o de Maria Aparecida Baldinu Cintra]. \u2013 Campinas, SP: Papirus, 1987.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>QUINET, Ant\u00f4nio.<strong> Os Outros em Lacan.<\/strong> Rio de Janeiro: Zahar, 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>TERRAZAS, Jos\u00e9 Guti\u00e9rrez. <strong>O conceito de puls\u00e3o de morte na obra de Freud.<\/strong> \u00c1gora, Rio de Janeiro, v. V, n. 1, p. 91-100, jan.\/jun. 2002. Dispon\u00edvel em: Acesso em: 15 set. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>THEREZO, A.; LANARO, E.; SANDA, L.; SAIDEMBERG, S.; LEITE, M.; RANGEL, E.; FRACASSO, L.; SLAVIERO, R.; LOUREN\u00c7O, R.; CAZANEVE, S.; TRINKL, V.M.; MORAES, J.F; LANDRE, M.; VIANA, P.; RAHM, H.; SERRAT, S.; BRITTO, L.; MENEZES, M.; SOUZA, M.B.; JUNIOR, W.; <strong>drogas e \u00e1lcool preven\u00e7\u00e3o e tratamento. <\/strong>Komedi. S\u00e3o Paulo 2011<\/p>\n\n\n\n<p>RIBEIRO, Cynara Teixeira. <strong>Que lugar para as drogas no sujeito? Que lugar para o sujeito nas drogas? Uma leitura Psicanal\u00edtica do fen\u00f4meno do uso de drogas na contemporaneidade.<\/strong> \u00c1gora, Rio de Janeiro, v. 12, n. 2, p. 333-346, dez. 2009. Dispon\u00edvel em: Acesso em: 15 set. 2020<\/p>\n\n\n\n<p>SERRETTI, Maria Ang\u00e9lica Tom\u00e1s.<strong> Toxicomania: Um estudo psicanal\u00edtico<\/strong>. Mosaico: Estudos em Psicologia, Minas Gerais, v. 5, n. 1, p. 46-60, 2012. Dispon\u00edvel em: &lt;https:\/\/seer.ufmg.br\/index.php\/mosaico\/article\/view\/4393\/3193&gt; Acesso em: 15 maio 2020.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SOARES, Flavio (2015). <strong>AS MANIFESTA\u00c7\u00d5ES ON\u00cdRICAS DE ADOLESCENTES COM HIST\u00d3RICO DE ADI\u00c7\u00c3O DE DROGAS: UM ESTUDO PSICANAL\u00cdTICO.<\/strong> Manaus. UNFA, 2015. Disponivel em:<a href=\"http:\/\/riu.ufam.edu.br\/bitstream\/prefix\/4721\/1\/Relat%c3%b3rio_Final_02_08_2015_reeditado.pdf\"> http:\/\/riu.ufam.edu.br\/bitstream\/prefix\/4721\/1\/Relat%c3%b3rio_Final_02_08_2015_reeditado.pdf<\/a>. acesso em: 02 junho 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>SCHNEIDER, Daniela Ribeiro. <strong>Horizonte de racionalidade acerca da depend\u00eancia de drogas nos servi\u00e7os de sa\u00fade: implica\u00e7\u00f5es para o tratamento. <\/strong>Ci\u00eancia e Sa\u00fade Coletiva, Rio de Janeiro, v. 15, n. 3, p. 687-698, 2010. Dispon\u00edvel em: Acesso em: 15 set. 2020.<\/p>\n\n\n\n<p>SCHNORRENBERGER, Andr\u00e9a. <strong>A Fam\u00edlia e a Depend\u00eancia Qu\u00edmica: Uma Analise do Contexto Familiar. <\/strong>2003. 63 f. Trabalho de Conclus\u00e3o de Curso(Gradua\u00e7\u00e3o em Servi\u00e7o Social) &#8211; Universidade Federal de Santa Catarina, Florian\u00f3polis, 2003.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1 Objetivos 1.1&nbsp; Objetivo geral Apresentar atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, o modelo psicodin\u00e2mico da depend\u00eancia qu\u00edmica. 1.2&nbsp; &nbsp;objetivo espec\u00edfico Descrever o conceito de depend\u00eancia qu\u00edmica e seus crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos e psicodin\u00e2micos de um dependente qu\u00edmico. &nbsp;Analisando fatores ps\u00edquicos atrav\u00e9s do vi\u00e9s da teoria psicanal\u00edtica. A DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":264,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0},"categories":[1],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v14.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>A DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA ATRAV\u00c9S DO VI\u00c9S DA TEORIA PSICANAL\u00cdTICA - Psic\u00f3loga e Psicanalista Hellen Pereira<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow\" \/>\n<meta name=\"googlebot\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<meta name=\"bingbot\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"A DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA ATRAV\u00c9S DO VI\u00c9S DA TEORIA PSICANAL\u00cdTICA - Psic\u00f3loga e Psicanalista Hellen Pereira\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"1 Objetivos 1.1&nbsp; Objetivo geral Apresentar atrav\u00e9s de uma revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, o modelo psicodin\u00e2mico da depend\u00eancia qu\u00edmica. 1.2&nbsp; &nbsp;objetivo espec\u00edfico Descrever o conceito de depend\u00eancia qu\u00edmica e seus crit\u00e9rios diagn\u00f3sticos e psicodin\u00e2micos de um dependente qu\u00edmico. &nbsp;Analisando fatores ps\u00edquicos atrav\u00e9s do vi\u00e9s da teoria psicanal\u00edtica. A DEPEND\u00caNCIA QU\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA [&hellip;]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Psic\u00f3loga e Psicanalista Hellen Pereira\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2021-09-01T01:53:38+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2021-09-01T01:55:28+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/img_6499_foto_1.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"800\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"533\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/#website\",\"url\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/\",\"name\":\"Psic\\u00f3loga e Psicanalista Hellen Pereira\",\"description\":\"Psic\\u00f3loga Hellen Pereira\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/?s={search_term_string}\",\"query-input\":\"required name=search_term_string\"}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/#primaryimage\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2021\/08\/img_6499_foto_1.jpg\",\"width\":800,\"height\":533,\"caption\":\"sa\\u00fade mental\"},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/#webpage\",\"url\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/\",\"name\":\"A DEPEND\\u00caNCIA QU\\u00cdMICA E O PRAZER DO SUJEITO: UMA RELEITURA ATRAV\\u00c9S DO VI\\u00c9S DA TEORIA PSICANAL\\u00cdTICA - Psic\\u00f3loga e Psicanalista Hellen Pereira\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/#primaryimage\"},\"datePublished\":\"2021-09-01T01:53:38+00:00\",\"dateModified\":\"2021-09-01T01:55:28+00:00\",\"author\":{\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/e035666072706bb9e6a0574da1fcd2bf\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/2021\/08\/31\/a-dependencia-quimica-e-o-prazer-do-sujeito-uma-releitura-atraves-do-vies-da-teoria-psicanalitica\/\"]}]},{\"@type\":[\"Person\"],\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/#\/schema\/person\/e035666072706bb9e6a0574da1fcd2bf\",\"name\":\"hellen\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"@id\":\"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/#personlogo\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/3310d47a5b9c7e59cc7c9fe75ed93015?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"hellen\"}}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=263"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":267,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/263\/revisions\/267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media\/264"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=263"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=263"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.psicologahellen.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=263"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}